21/12/11
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iG
Fonte: Agência Estado
Sistema de Códigos de Barras Minimiza Riscos Associados à Hemotransfusão
Publicações recentes têm enfatizado que erros na identificação de pacientes ocorrem gerando graves consequências, como falhas na administração de fármacos e de hemoderivados. Porque a não identificação ou a identificação falha é detectada como a principal causa de erros, a Joint Comission, nos Estados Unidos, listou como a primeira de suas metas de segurança a implementação de melhorias na identificação dos pacientes. Estudos avaliam que a leitura através de código de barras é estratégia com melhor custo benefício na identificação dos pacientes.
Boletim feito pela ANVISA com base em informações de 21% dos serviços de hemoterapia do País mostrou que 47% dos centros apresentavam problemas na calibragem de equipamentos e 46%, na manutenção dos aparelhos. Para a médica, o ideal seria que o Brasil adotasse um sistema informatizado, o que permitiria acompanhar todo o caminho da transfusão, incluindo o tempo entre a saída do sangue do centro transfusional até a liberação do paciente. "Há um tempo máximo para esse processo, de quatro horas. Hoje, como o sistema é de papel, não sabemos se tal cuidado é adotado."
Nos Estados Unidos, o processo é acompanhado por um sistema de código de barras. Selma alerta ainda para o fato de no Brasil haver uma indicação exagerada de transfusão de sangue. Um problema que também é apontado pelo coordenador nacional da política de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.
O coordenador afirma que muitas vezes ficam receosos com estado do paciente e não pensam duas vezes em prescrever a transfusão. "Mas é um erro. Por mais seguro que seja o sangue usado no País, há sempre um risco no procedimento", afirma.
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